A Artista

Olá, eu sou a Ana, a artista por trás da AR•ANNI.

Sou uma artista plástica portuguesa autodidata e a criatividade sempre foi uma parte essencial da minha forma de observar e interpretar o mundo.

Através da pintura, do desenho, da ilustração, da cerâmica e do upcycling, transformo ideias, emoções, experiências e referências do quotidiano em peças com identidade própria.

Não me identifico com uma única técnica ou material. Gosto de experimentar, explorar e deixar que cada ideia encontre a sua própria forma de existir.

Na AR•ANNI, cada criação nasce desse processo de descoberta, desde obras originais a objetos e peças únicas feitas à mão.


Para mim, a arte não tem uma só forma.

A minha história

A arte acompanha-me desde criança. Sempre desenhei, pintei e tive uma facilidade natural para criar com as mãos. Durante a adolescência, cheguei a frequentar um atelier de pintura e, desde cedo, a criação fez parte da minha forma de estar no mundo.

Quando não me foi possível seguir estudos na área das artes, afastei-me da pintura durante alguns anos. Mas, sem sequer me aperceber disso, nunca deixei verdadeiramente de criar. A criatividade encontrou outros caminhos e continuou presente através de trabalhos manuais, objetos e diferentes formas de transformar aquilo que tinha à minha volta.

Em 2021, numa fase particularmente difícil da minha vida, voltei a pintar. Naquele momento ainda não tinha consciência de que a criação estava a tornar-se novamente um refúgio. Sabia apenas que tinha cada vez mais necessidade de pintar, experimentar e fazer coisas com as minhas próprias mãos.

Nessa altura vivia sozinha, numa casa praticamente vazia, e não tinha possibilidade de comprar tudo aquilo que imaginava para o meu espaço. Muitas vezes também não encontrava nas lojas aquilo que tinha na cabeça. Então comecei a criar eu própria.

Foi aí que o meu olhar começou a mudar.

Objetos que para outras pessoas tinham chegado ao fim da sua vida útil começaram a despertar a minha curiosidade. Coisas encontradas no lixo, peças esquecidas ou materiais sem utilidade aparente passaram a ser, para mim, matéria-prima e possibilidades. Comecei a transformá-los, a dar-lhes novas funções e, sobretudo, uma segunda vida.

Com o tempo, percebi que conseguia passar horas completamente absorvida por aquilo que estava a criar. Comecei a pesquisar, a estudar por conta própria, a experimentar novas técnicas e a procurar formas de melhorar aquilo que fazia.

Continuei a pintar e a criar sem saber exatamente onde aquele caminho me iria levar. Primeiro como uma necessidade. Depois como um projeto paralelo. Mais tarde, como um negócio.

Em 2024, percebi que já não queria olhar para a arte apenas como algo que fazia nas horas livres. Queria construir a minha vida à volta dela.

Tornava-se cada vez mais difícil estar noutros trabalhos enquanto a minha cabeça permanecia constantemente nas obras que estava a criar, nas ideias que queria experimentar e naquilo que poderia fazer a seguir.

No final de 2025, decidi arriscar e dedicar-me a 100% à minha prática artística.

Foi assim que nasceu, de forma muito natural, o caminho que hoje continua a construir a AR•ANNI.

Para mim, criar sempre foi muito mais que um negócio, é uma necessidade.

A minha prática artística

Crio a partir daquilo que sinto, mas também daquilo que quero fazer sentir.

A minha prática artística nasce da experiência pessoal, das emoções e da forma como observo as relações humanas e o mundo à minha volta. Muitas das minhas obras começam com uma necessidade de expressar algo que não consigo, ou não quero, traduzir apenas em palavras.

Mas a obra não termina no momento em que a crio. Gosto de deixar espaço para que cada pessoa possa encontrar nela a sua própria interpretação, reconhecer uma experiência, questionar alguma coisa ou simplesmente sentir.

É por isso que a minha pintura pode ser simultaneamente íntima e aberta. Parto de algo que é meu, mas procuro criar algo em que outras pessoas também possam encontrar um pedaço de si.

Para mim, criar é transformar uma experiência em algo que pode ser visto, sentido e interpretado por outra pessoa.


Uma prática, muitas formas de criar

A minha curiosidade não me permite ficar presa a uma única técnica ou material. Ao longo do meu percurso, fui encontrando diferentes formas de transformar ideias em matéria.

A pintura continua a ocupar um lugar central no meu trabalho, mas o desenho, a ilustração, a cerâmica e o upcycling fazem também parte deste universo.

Cada linguagem permite-me explorar uma dimensão diferente daquilo que quero criar, e é precisamente essa liberdade de experimentar que torna o meu processo tão pessoal.


Percurso artístico

2026 · Lisboa, Portugal
Arrival Gallery
Participação em exposição · 16–22 maio 2026

2026 · Nova Iorque, EUA
The Holy Art
New York Exhibition – Open Art & AOL · março 2026

2026 · Brighton, Reino Unido
Arrival Gallery
Participação em exposição · 23–26 janeiro 2026

2025 · Amesterdão, Países Baixos
The Holy Art
Tides of Change · 11–14 janeiro 2025